· Clínica Metabolic · Dúvidas Frequentes ·
WhatsApp Ligue para Nós

Área do Paciente DÚVIDAS FREQUENTES

Dúvidasfrequentes

Tenho indicação para Cirurgia Bariátrica?

De acordo com os as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, a cirurgia está indicada nos seguintes casos*:

  • IMC acima de 40 kg/m².
  • IMC entre 35 e 39,9 kg/m² na presença de doenças associadas.
  • IMC entre 30 e 34,9 kg/m² para pacientes diabéticos do tipo II, que mantém hiperglicemia, a despeito de tratamento clínico otimizado (oral e/ou injetável) acompanhado por endocrinologista.

(*)Em relação ao índice de massa corporal - IMC = peso (kg) / altura (m)²;

Quais são as doenças associadas a obesidade que reforçam a indicação cirúrgica?

Agora, além de comorbidades como diabetes tipo II, apneia do sono, hipertensão arterial, dislipidemia, doença coronariana, esteatose hepática (gordura no fígado), consta na nova resolução a inclusão de doenças cardiovasculares (infarto do miocárdio, angina, insuficiência cardíaca congestiva, acidente vascular cerebral, hipertensão e fibrilação atrial, cardiomiopatia dilatada, cor pulmonale e síndrome de hipoventilação), asma grave não controlada, artrose das articulações, osteoartrites, hérnias de disco, refluxo gastroesofágico com indicação cirúrgica, pedras na vesícula, pancreatites agudas de repetição, incontinência urinária de esforço na mulher, infertilidade masculina e feminina, disfunção erétil, síndrome dos ovários policísticos, veias varicosas e doença hemorroidária, hipertensão intracraniana idiopática, estigmatização social e depressão.

Quais são as contraindicações para a cirurgia bariátrica?

Presença de doença clinica ou psiquiátrica descompensadas. Muitos pacientes apresentam doenças associadas à obesidade, sejam elas orgânicas ou psiquiátricas, mas essas precisam estar sob acompanhamento e controle médico antes do procedimento.

Como funciona a cirurgia bariátrica e metabólica?

Basicamente, todas as opções cirúrgicas funcionam da seguinte forma:

  • Cirurgias Restritivas:
    Diminuem o tamanho do estômago, reduzindo a quantidade de alimento que ele pode conter. Isso faz com que você se sinta saciado com um volume menor de alimento e de forma mais precoce.
  • Cirurgias Malabsortivas:
    Desviam / reorganizam o trânsito alimentar no intestino. Esse método possibilita uma menor absorção das calorias ingeridas.
  • Cirurgias Combinadas:
    Quando se utilizam os dois conceitos em conjunto na mesma cirurgia.

É muito importante entender que, além desses efeitos “mecânicos” de restrição e desvio intestinal, existe um efeito hormonal da cirurgia. A diminuição do volume do estômago e o desvio do trânsito alimentar intestinal podem alterar o metabolismo do paciente. Essas alterações contribuem de forma fundamental para o emagrecimento e melhora das doenças associadas.

Quais são as principais técnicas utilizadas?
  • Bypass Gástrico (Fobi – Capella):
    Nesse procedimento é realizado o grampeamento de parte do estômago, reduzindo a capacidade de receber alimentos (isso significa uma redução de aproximadamente 1 litro para 50 ml). Associa-se um desvio do intestino, que promove o aumento de hormônios que dão saciedade e diminuem a fome. Essa somatória entre menor ingestão de alimentos e aumento da saciedade é o que leva ao emagrecimento, além de controlar o diabetes e outras doenças, como a hipertensão arterial.
  • Gastrectomia Vertical (Sleeve):
    Nesse procedimento, o estômago é transformado em um tubo, com capacidade de 80 a 100 ml. Essa intervenção retira uma área do estômago que produz boa parte de um hormônio chamado Grelina. Esse hormônio induz fome, logo com a sua diminuição temos uma diminuição do apetite. Esta técnica não envolve manipulação intestinal, não havendo anastomoses (“costuras” que fazem uma nova comunicação do estomago com o intestino).
Qual é a expectativa de perda de peso após o tratamento cirúrgico?

Espera-se uma perda de aproximadamente 50 a 80% do excesso de peso. Veja bem, não se refere ao seu peso total, mas sim aquilo que você tem em excesso. Esse emagrecimento não ocorre da noite para o dia. Em média, a maior parte do emagrecimento ocorre até 12 meses após a cirurgia.

Cada paciente responde ao tratamento de forma diferente, até porque isso depende muitas vezes da individualidade de cada um (sexo, idade, peso, tempo de obesidade, doenças associadas ...) e do comprometimento com o tratamento (seguir orientações nutricionais, realização de atividade física, seguimento das consultas com a equipe apos a cirurgia ...)

Quais os cuidados necessários após a cirurgia?

Devemos considerar que poderá haver sintomas desconfortáveis após a cirurgia, mesmo que seja apenas temporário na maioria dos casos (náuseas, vômitos, engasgos, dumping).

Toda perda de peso expressiva poderá resultar em alterações nutricionais e diminuição da massa magra (músculo). Por esse motivo é imprescindível que se faça um acompanhamento regular com consultas e exames laboratoriais para acompanhar o evolução do paciente. Muitas vezes será necessário ajustar a dieta ou acrescentar suplementos (vitaminas por via oral ou injetável, complementos protéicos – whey, albumina) para evitar complicações futuras. Não esqueça, esses cuidados são para a vida toda!

Existem riscos no tratamento cirúrgico?

Devemos lembrar que todas as cirurgias apresentam riscos. Estes riscos variam de acordo com peso, idade e histórico médico, e os doentes devem discuti-los com a sua equipe médica.

Complicações severas que podem colocar o paciente em risco (tromboembolismo, fistulas / vazamentos, infecções), são muito raras, ocorrendo em menos de 4% dos casos. Quando realizada por um serviço experiente, a cirurgia bariátrica tem uma taxa de mortalidade de 0,1%, inferior a maioria dos procedimentos cirúrgicos mais comuns.

Ao avaliar as complicações da cirurgia bariátrica, é importante ter em mente os riscos que você estará evitando quando atingir um peso saudável. Devemos considerar que a obesidade é uma doença, que diminui não só a qualidade mas como a expectativa de vida.